terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Blue Monday

Ontem foi horrível... Ontem eu entrei em choque e desespero. Foi agonizante, mal consegui respirar.
Eu tinha um sonho, um sonho só, e esperava que ele se tivesse concretizado antes dos 30 anos. Por mais que eu dissesse que não o queria realmente, no fundo, por esta altura, estava à espera de já ter alguém com quem partilhar a minha vida. De que serve ter trabalho, casa e estabilidade, se se leva uma vida tão solitária e vazia? Esperava já ter alguém, talvez um filho e nunca mais me sentir tão só. Mas eu não tenho o destino das pessoas comuns, por mais que eu faça tudo certo, nunca dá certo. Ou serei eu uma eterna insatisfeita?!
Perdê-lo sem razão foi dos golpes mais duros que podia receber, depois de quatro meses de tudo, e de esperança e de fé! Eu rezei tanto, fiz tantas promessas... Agora sim, acho que Deus não existe! Há tanta gente pior do que eu que tem tudo o que eu queria para mim e não valoriza.
A dor é tão grande, os gritos e choros de desespero envergonham-me... E eu bato-me na cabeça e na cara para apagar a dor do abandono, para esquecer as paredes vazias... O gato mia desesperadamente e assustado! Bato-me porque sou tão estúpida e sou sempre enganada da mesma maneira, e epior, por mim própria também!
Peço para morrer... A solidão é mais do que posso suportar! E o egoísmo não o sinto... Agora rancor, esse sim, sobe-me pelas veias e ataco tudo e todos. A humanidade perdeu-se algures no caminho. Estamos na era do descartável! E as pessoas também podem ser descartadas a qualquer momento, basta não serem precisas.
Sou sincera, não quero viver; estou magoada e desiludida com os meus amigos, comigo, com ele, com o mundo, com a vida, com Deus...

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