sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Os meus humores flutuantes...

Não está nada fácil viver, distrair-me, respirar...
Por momentos estou bem, óptima até! Mas a maior parte do tempo passo completamente de rastos! Ando desorientada, distraída, nada me importa... Ando esquecida, desastrada, desimportada...
Não estou em mim, não me consigo concentrar em nada! Só penso nele, vivo lembrando-me dos seus pequenos pormenores, tentando não esquecer o toque das suas mãos, o seu sorriso, a sua voz... Tentando não me esquecer da cara dele. Esperando que ele mude de ideias e se arrependa e volte para mim.
Mas isto não vai acontecer, já percebi que não há maneira! Ele livrou-se de mim assim fácil, e não vai cair no mesmo erro... Não fui mulher para ele uma vez, não iria sê-lo agora!
Mas eu pensava que o meu tempo era agora... Esperava que assim fosse! Que definitivamente tinha arranjado um companheiro como deve ser, embora tivesse pormenores de feitio irritantes (mas isso todos nós temos, e os meus devem ser insuportáveis).
Quando eu me deixei levar pelos sentimentos, pelas expectativas e pela esperança, após dois meses de muito medo e dúvidas, bastou um mês para ele se fartar de mim e se aperceber que afinal... afinal a distância lixou isto tudo!
Não sei que rumo dar à minha vida, já nada me interessa!
Estou tão perdida em recordações e dor... uma dor sufocante, agonizante, uma solidão que me tem feito chorar todas as noites... Um vazio, como se tivesse morrido alguém insubstituível. Uma dor de morte... Será que fui eu que morri?

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